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Era
uma vez
em algum tempo, algum lugar...
Um ser que se dizia humano mas
até com ele mesmo costumava brigar.
Ele tinha seus próprios movimentos
e então achava que só ele era o poderoso.
Ele mandava em tudo e até
achava que mandava em todos.

Engano...
O que esse ser semeava, era desamor,
vivia na solidão e nem sabia.
Nem a ausência de amigos,
em torno dele, percebia.
À sua volta só escuridão e, pouca
gente que poderia ele, considerar como irmão.
Não observava as flores, os animais, o universo...
Achava-se "o bom".

Pensava até que sabia escrever versos.
Usava para escrever uma ferramenta que
nem reparava... era uma máquina
que obedecia ao seu comando e,
como resultado final ao longo do tempo
mostrava não os versos que esse ser imaginava
mas sim a maldade que espalhava.

O tempo foi passando e aquele ser
continuando até que, um dia algo aconteceu.
Percebeu então que estava indo
muito rápido nas suas impensadas atitudes.
Achava que só ele tinha virtudes.
Mas ele errou porque faz parte do ser humano.
Errar também, mas reconhecer os próprios enganos.

Começou então a ver que não tinha mais amigos.
Todos voltaram-se contra ele.
Isso era algo novo.
Como era possível agora lutar contra o povo?
Sentiu em algum momento o que até então,
não tinha percebido.
O único amigo que restou, o computador,
às vezes a seu comando propagava também sofrimento.
Não tinha vontade própria, nem mover-se conseguia.

Mas, aquele ser, a teclar continuava e não pensava...
Ora!!! Com alguns dados que um ser humano
naquela máquina colocava,
e um teclado frio, que só obedece,
poderia transmitir muita alegria, e até
o que todos precisamos...uma prece.
Poderia , com desenhos e palavras quem sabe,
amenizar todas as dores.
Então pensei: Todos usando computador
somente para semear o bem.

Não sei, quanto a esse ser,
quem sabe...
Mas eu sim, tenho um sonho...
Um dia, poder teclar,
bondade e a honestidade,
evitando causar dores...
Passar para todos esta mensagem:
- Eu descobri, desenhando, em meu computador,
não só uma máquina obediente...
Mas, uma máquina que produzia flores.
©
Carmen Vallet
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